quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lenilton Morato

   
Nome: Lenilton dos Santos Morato
Religião: Cristão
Profissão: Militar
Ideologia: Conservador

Lenilton Morato é o autor do blog www.leniltonmorato.blogspot.com


Introdução:  por Lenilton Morato:

Primeiramente gostaria de agradecer o interesse em meu blog e em entrevistar-me.

Toda a opinião que é colocada tanto no blog como nesta entrevista reflete exclusivamente pensamentos e opiniões pessoais, sem qualquer ligação com organizações, classes profissionais, governo ou partidos políticos. Não tenho financiamento e nem recebo qualquer importância por possuir o blog. 
Meu único interesse é em expor opiniões que podem ser consideradas politicamente incorretas, mas que trazem à tona fatos e informações que passam desapercebidos do público em geral.

Sou uma pessoa tranquila, aberto a todo tipo de debate acerca do que escrevo, desde que seja  apresentado argumentos plausíveis. Nunca deixo de publicar os comentários de leitores sobre o que escrevo, mesmo quando são contrários ao que penso, a não ser que sejam ofensivos à minha pessoa.

Sou torcedor do Sport Club Internacional, gaúcho de Santa Maria, do signo de câncer. 
Não levo críticas às minhas idéias para o lado pessoal, tanto que inúmeros amigos e conhecidos não possuem a mesma orientação que tenho, o que ocasiona acalorados debates, mas nunca mágoas.

  

BLOG / SITE / IDEIAS / IDEOLOGIA

(...) alguém que cultua valores como a família, o civismo e a religião (...) é um alienígena na política brasileira, pois não possui representante.


Lenilton, você é gaúcho e afirma em seu blog ser um amante do Rio Grande. Quais as belezas e as agruras dessa terra?

R: O Rio Grande do Sul é um estado cheio de belezas naturais e culturais. Os campos intermináveis do sul, o pôr-do-sol no rio Guaíba, as ruínas jesuíticas, as lagoas, a cultura agropastoril... São coisas que eu admiro muito. A história deste lugar é fascinante. Um estado que foi forjado nas lutas pela fronteira meridional brasileira, a Guerra dos Farrapos e o inverno que, curiosamente, é minha estação preferida. Um campo coberto de geada ao amanhecer é realmente uma paisagem memorável.


Como surgiu a ideia de um blog conservador?

R: A ideia surgiu quando eu estava refletindo sobre alguns fatos que estavam ocorrendo, não sei se algo relativo ao movimento de 1964... Como poucos falam deste assunto, com uma visão que não seja de esquerda, resolvi começar a escrever. Assim surgiu a ideia do blog que, aliás, não tem pretensão alguma de nada. É muito mais um compartilhamento de opiniões e uma forma de expor aos leitores uma visão um pouco diferenciada da mesmice que se tornaram os jornais e revistas.


Qual é a diferença no Brasil entre ser esquerdista, liberal, direitista e conservador?

R: O Brasil é um país cuja maioria da população é conservadora (liberal no sentido brasileiro, conservadora na visão dos EUA). O problema é que os detentores dos meios de comunicação, educação e cultura são flagrantemente de esquerda. Se considerarmos que o DEM é um partido dito de direita, concluímos que a distinção brasileira entre esquerda e direita orbita no espectro da esquerda. Assim, o direitista nada mais é do que um esquerdista menos radical. O próprio DEM se inspira no Partido Democrata dos EUA, que é de esquerda. O liberal de hoje não é o mesmo de outrora, quando este tinha o pensamento conservador norte-americano como contraparte. O liberal brasileiro atual o é somente no campo econômico, esquecendo-se dos outros aspectos da vida social. Por fim, o conservador de hoje é o que era o direitista de quatro décadas atrás: alguém que cultua valores como a família, o civismo e a religião. Este ser é um alienígena na política brasileira, pois não possui representante.


Há quantas anda o movimento separatista no Sul? Qual a sua posição em relação ao movimento?

R: Não tenho informações acerca do movimento separatista no Sul. Este tipo de movimento é patético. As pessoas pensam que vão conseguir se desenvolver pelo simples fato de serem independentes, o que não é verdade. Se gastassem esta energia para fazer com que o Brasil se torne uma verdadeira federação, aí sim teríamos retorno para todos os estados brasileiros. Ademais, se o Sul ficasse independente se transformaria numa espécie de Cuba meridional, especialmente se analisarmos a história política recente da região, especialmente o RS.


Você classifica os livros do Paul Johnson e do Olavo de Carvalho como seus livros favoritos. No seu blog parece haver grande influência do Olavo de Carvalho. Qual a influência dos dois nos seus escritos?

R: Conheci o professor Olavo de Carvalho num edital da Zero Hora de 2000 sobre o 31 de março de 1964. Naquela ocasião, pensei encontrar mais um arquivo deturpando o movimento e, para minha surpresa, não era o que acontecia. Passei a ler e estudar sua obra. O que mais me chamou a atenção foi o fato de que seus desafetos nunca conseguem derrubar seus argumentos, passando ao xingamento pessoal. Isto foi primordial para saber que se tratava de um grande estudioso.

Com relação a Paul Johnson, conheci seus livros através de uma lista de indicações do site Mídia Sem Máscara. Ao ler alguns, tive acesso a outra visão da história que me foi ensinada na escola. Isto fez com que eu pudesse comparar os argumentos e tirar minhas próprias conclusões.

Desde então, busco expor minhas ideias através de um texto coerente e com embasamento em fatos, não com achismos.

Existem outras obras de variados autores, mas aquelas que indico no blog são as de mais fácil entendimento ou mais esclarecedoras, no meu ponto de vista.


Que tipo de leitura o ajudou a moldar sua personalidade e qual o livro mais tocante que você já leu?

R: Sempre gostei de ler. Os livros de literatura, história e ciências ajudaram a moldar minha personalidade, assim como a Bíblia. Não sei se consigo eleger um livro que seja mais tocante. Mas elejo dois que realmente ensinam muito: O Senhor dos Anéis, e O Jardim das Aflições, sendo este último o mais esclarecedor pela maneira como o autor, Olavo de Carvalho, desnuda e explica como chegamos ao atual estado de coisas que vivemos.



MILITARISMO / SEGURANÇA

Se estiver ocorrendo um assalto ou sequestro e um policial acerta o bandido causando sua morte, merece uma medalha.



Você é militar. O militarismo influenciou sua visão política?

R:Muito pouco. Minha formação familiar foi mais decisiva.


As torturas e assassinatos realizados pelos militares na ditadura foram o embrião da Comissão da Verdade: Você é contra ou a favor?

R: Esta pergunta é bastante ambígua. Se sou contra as torturas e os assassinatos... Matar inimigos combatentes não é assassinato. Além disto, precisamos colocar o momento histórico no qual os fatos aconteceram. Naquela época, estávamos em guerra contra revolucionários, guerrilheiros e a esmagadora maioria dos mortos e torturados eram terroristas que também matavam e torturavam. Hoje sou contra a tortura, mas na época... Imagine que tu tens em tua mão alguém que pode te dizer onde está o estuprador da tua filha... Usaria de tortura? Eu usaria.

Com relação à Comissão da Verdade sou contra a sua realização por um motivo muito simples: só serão investigados os crimes cometidos pelos agentes do Estado. Já as mortes, sequestros, roubos e torturas praticados pela esquerda, estes continuarçao no esquecimento. O nome desta comissão deveria ser “Comissão da Ocultação da Verdade”.


A Ditadura foi necessária? Havia realmente um plano comunista a ser implantado no Brasil nos moldes de Cuba?

R: Não só havia como ainda existe. Basta lermos as atas do Foro de São Paulo, do qual o PT é membro fundador, para verificarmos isto. A ameaça comunista vinha ainda da década de 30, cujo exemplo é a Intentona de 1935. As pessoas esquecem que vivíamos em um mundo bipolar e o caráter internacionalista do comunismo fazia com que o Brasil fosse um alvo desejável, especialmente porque já tínhamos um líder escolhido para fazer a revolução, que era Luís Carlos Prestes. A agressividade da URSS na disseminação do regime comunista é algo que os estudiosos de hoje parecem ignorar.


A Ditadura (o AI5 principalmente) cerceou a liberdade de expressão. Se a esquerda fizer com a direita hoje o mesmo que os militares fizeram com a esquerda ontem, você acha que seria injusto?

R: O AI-5 nada mais foi do que uma reação à série de atentados terroristas que abalavam o Brasil. Veja, o ato é de 1968, e desde a década de 30 tínhamos ações de violência praticada pelos comunistas. O atentado no aeroporto de Guararapes é um exemplo do real interesse dos “defensores da democracia”. Dizer que houve o fim da liberdade de expressão é exagero, posto que já no início dos anos 70 a esquerda se apoderava progressivamente das redações de jornais e das universidades, sempre conseguindo publicar seu material de doutrina, quer em notícias, quer em músicas ou na produção cultural. A censura acontecia só quando a afronta estava muito “na cara”.

Getúlio Vargas fez algo muito pior com o DIP e ninguém se sensibiliza. Quanto à censura pela esquerda para com a direita ela não é uma possibilidade, mas uma realidade. Muitos jornalistas de pensamento conservador foram expurgados da imprensa por terem uma linha de raciocínio contrária à opinião da “elite intelectual”, especialmente quando se fala das relações PT-FARC ou se posiciona contrário ao movimento gayzista e ao aborto. A censura existe e parte da própria imprensa, de olho nas verbas publicitárias do Governo Federal é claro.


O STF vem sistematicamente legislando no lugar do congresso (vide o caso do aborto de fetos anencefálicos). Por que os militares de hoje estão tão passivos diante das inversões?

R: Porque há uma confusão entre ser apolítico, uma restrição à qual o militar é submetido, e não ter opinião ideológica. Ademais, não cabe a uma Força Armada a discussão ostensiva de aspectos relacionados ao meio político.


Serviço Militar Obrigatório: Por que obrigar um jovem a passar horas no quartel, desmotivado, sem interesse e sem vocação para ser militar? Isso não causa certa antipatia desse jovem pelas Forças Armadas?

R: Pelo contrário. Muitos jovens saem com uma visão positiva das Forças Armadas justamente porque nelas se encerram valores que foram esquecidos pelo restante da sociedade, como a honestidade, o espírito de sacrifício, o respeito, a camaradagem e o civismo. Não é a atividade militar que desmotiva o soldado, mas justamente a falta dela.


Liberação das armas para a sociedade seria uma solução para a diminuição da violência, por quê?

R: Quando se tem o porte de armas liberado, mais pessoas estão em condições de se defenderem, coisa que o Estado não tem condições de fazer. O marginal pensa duas vezes antes de cometer um crime sabendo que pode encontrar alguém armado disposto a revidar. Claro que o porte de arma não pode vir sem a responsabilização do mau uso por parte daqueles que possuem armamento. Não pode haver como existe hoje, a sensação da certeza da impunidade.



Vejo uma contraposição... Com o porte de armas liberado mais pessoas podem se defender, correto. Não haveria também mais pessoas podendo agredir e matar?

Não. As pessoas que querem agredir e matar o fazem com ou sem possuírem uma arma de fogo e, quando as possuem, são armas ilegais. 



Você considera a pena de morte viável no Brasil com o sistema judiciário caótico que temos?

R: A pena de morte é sempre inviável, pois qualquer sistema judicial é passível de falha. Além disto, para alguns crimes a morte é muito pouco. Prisão perpétua com trabalhos forçados é o sistema ideal. Imagine quantas ferrovias poderíamos construir com a mão de obra de presidiários. Imagine quantas rebeliões teríamos se o preso chegasse exaurido à sua cela, querendo apenas descansar. Mas é claro que o sistema penal brasileiro é falido, pois vivemos numa sociedade de infinitos direitos e quase nenhum dever. Temos a questão das cadeias superlotadas, do acesso praticamente irrestrito dos advogados... Um verdadeiro caos.


Bandido bom é bandido morto. Você concorda?

R: Se estiver ocorrendo um assalto ou sequestro e um policial acerta o bandido causando sua morte, merece uma medalha. Mas no Brasil quando um criminoso é atingido ele tem mais prioridade de atendimento que o cidadão de bem. Agora, se a autoridade policial conseguir capturar o meliante e prendê-lo, não cabe mata-lo.



SOCIEDADE / EDUCAÇÃO

(...) nenhuma obra brasileira é referência de estudo para coisa nenhuma 


Qual a sua opinião sobre as cotas?

R: São um grande atestado de incompetência do Estado.


O movimento homossexual vem crescendo a olhos vistos. Você faz duras críticas ao homossexualismo no seu blog. Que perigo há nesse crescimento?

R: As críticas que faço é à imposição de sua vontade que este movimento está fazendo, a ponto de tu não poderes criticar uma conduta homossexual. Este é o perigo. Cria-se uma classe acima do bem e do mal, que pode achincalhar imagens sacras como eles fazem em paradas gays, por exemplo, mas o padre não pode dizer que suas atitudes são pecaminosas. Eu quero ter o direito de dizer a meus filhos que o homossexualismo é errado tanto quanto eles querem ter o direito de dizer que é certo.


Jair Bolsonaro se transformou num ícone anti-homossexualismo no congresso. O que acha das posições do deputado do PP?

R: Falta ao Bolsonaro um pouco de tato na explanação de suas ideias. A maneira como ele expõe faz com que as pessoas o taxem de extremista. Num ambiente com a nossa imprensa e a nossa política é preciso saber opinar sem parecer muito agressivo, mesmo que se tenha a razão. A sua agressividade é admirável, mas acaba sendo o seu ponto mais fraco fruto de nossa cultura política, onde odo mundo tem que ser “bom moço”. As pessoas não gostam de escutar opiniões que não estão na tela da TV Globo.


Você afirma que a maioria dos homossexuais comete pedofilia. Quais argumentos defendem essa tese?

R: A história toda confirma esta tese. Os antigos gregos e romanos tinham seus acompanhantes pré-adolescente. Luíz Mott, ativista da causa gay, disse que precisa dos heteros, para que possam produzir mais meninos para gente como ele.


Mas é justo julgar todos os gays como pedófilos baseado na opinião de apenas um “ativista”? Além disso, a época na qual viviam não deve ser levada em conta? Pergunto isso porque há muito não estamos sob o domínio grego e romano.

R: Luiz Mott é só um exemplo, aliás um forte exemplo sendo ele o principal militante do movimento gayzista. Evidentemente, existem outros relatos e estudos realizados que corroboram esta tese. Ademais, a maioria não significa a totalidade. Não há um julgamento de que todos são pedófilos ou que tenham esta tendência, mas sim de que a maioria tem. Nenhum homossexual desmentiu as palavras de Mott por exemplo. Ainda, isto não é um movimento brasileiro, mas de caráter internacional, representados, por exemplo pela NAMBLA (“North American Man/Boy Love Association” – Associação norte-americana de amor homem/menino). A citação relativa aos antigos romanos e gregos se faz necessária porque, apesar de não vivermos sobre seu domínio político, mas a formação do ocidente é influenciada por aspectos da vida destas duas civilizações. 

Ademais, o homossexualismo não surgiu da noite para o dia. Ele possui raízes históricas que, no ocidente, remontam à antiguidade.



Por que a direita e os direitistas têm toda essa aversão pelos homossexuais?

R: Por ser algo antinatural, por mais que queiram dizer o contrário. Eles mesmos defendem direitos porque são diferentes. A aversão dos direitistas, (conservadores eu diria) não é à figura do homossexual, mas à tentativa do movimento gayzista de querer impor suas vontades impedindo que pessoas possam discordar de suas preferências sexuais. A questão aqui é a liberdade de opinião, de culto e religião. Eu tenho, como já disse, que ter o direito de educar meus filhos dizendo-lhes que o homossexualismo é algo errado, mas não promover a violência contra eles, pois assim estaria indo de encontro aos valores cristãos. Não concordo com suas práticas, mas jamais agrediria um homossexual pelo simples fato de ele ser homossexual. Não é preconceito, é opinião e é esta opinião que eles querem silenciar. Daí vem a aversão.


O feminismo é uma ameaça real?

R: Principalmente para as mulheres, pois ele retira muitos direitos com a ilusão de igualdade. Este movimento promove o aborto e a dissolução da família, além de transformar a figura feminina em um mero objeto.


Onde o feminismo se encaixa na agenda esquerdista?

R: Quando a esquerda quis conquistar o poder pela via armada ela fracassou. Então, eles fizeram uma auto análise para ver onde falharam e mudaram a estratégia, partindo para uma estratégia leninista-gramscista que consiste na corrupção moral da sociedade como um todo para assim atingir o poder. O feminismo, assim como o gayzismo, o ambientalismo e o movimento pela liberação das drogas fazem parte desta agenda. Seu objetivo é desestabilizar as raízes da sociedade para então destruí-la e erguerem sobre seus escombros uma nova estrutura social baseada no comunismo. Yuri Bezmenov, propagandista russo, explica esta estratégia muito detalhadamente.


Você se mostrou contrário à demarcação de terras indígenas. Por quê?

R: Porque os indígenas não precisam de reserva contínua. Quem conhece a área sabe disto, e não um bando de burocratas que faz seus estudos antropológico de um escritório á beira-mar, além de ser uma afronta à soberania nacional. Ademais, o Brasil é signatário da carta da ONU para os povos indígenas. 

Uma das resoluções deste documento é a demarcação de terras indígenas de maneira contínua para que, caso estes povos desejem independência, já tenham um território. Para o movimento comunista, a fragmentação de um país não é problema, pois o caráter de sua ideologia é internacionalista.


O que é a educação revolucionária?

R: Não sei se alguém já utilizou este termo, mas um dos meus posts tem este título. Consiste em fazer com que o sistema educacional participe do processo revolucionário ao instigar nossas crianças a desafiarem a autoridade de seus pais e ensinar-lhes coisas que devem ser responsabilidades dos pais, como a educação sexual. O resultado é que temos meninos e meninas que não conseguem sequer interpretar um texto ou utilizar a Fórmula de Báskara, mas que sabem utilizar a camisinha e recorrer ao famigerado ECA. Passam a ser agentes da corrupção moral da sociedade, muitas vezes sem seus pais tomarem conhecimento disto.



Há alguma perspectiva de mudança nesse quadro? Se houver, qual seria essa perspectiva?

R: Não há perspectiva alguma de mudança, pois todo o sistema educacional está contaminado em todos os setores, desde as diretrizes para a educação até a formação de professores e demais profissionais de educação. Seria preciso que surgisse uma nova geração de educadores que resgatassem a verdadeira educação. A formação destes educadores levaria no mínimo uma geração inteira. Para se produzir os efeitos, mais uma geração, ou seja: se hoje começássemos a reverter a corrosão do sistema educacional levaríamos, pelo menos cinquenta anos para observarmos algum resultado. O problema é que não há qualquer movimento neste sentido, muito pelo contrário.



A educação no Brasil vai bem?

R: Considerando que nenhuma obra brasileira é referência de estudo para coisa nenhuma, não vai bem. O ensino no Brasil é doutrinatório e tendencioso. Nossas escolas não ensinam conhecimento, mas ideologia. Nossas universidades idem. Raríssimos são os casos de efetiva pesquisa. Esta é confinada a mínimos centros de excelência como as escolas militares de engenharia e alguma coisa na área da medicina.

  

RELIGIÃO


Como você vê a participação da religião no meio político?

R: A religião faz parte da cultura de um povo. Alijá-la da participação política é algo extremamente autoritário e improcedente. Os religiosos são a maioria da população brasileira. Porque devem ficar mudos?


Sendo vetado pela constituição que se formem blocos religiosos devido à laicidade do Estado, qual a sua posição sobre o chamado “bloco evangélico” no Congresso e no Senado?

R: É importante para que temas como o aborto sejam confrontados. Neste caso particular, nós temos um lobby de uma minoria feminista contra o posicionamento da maioria da população. Assim, o bloco evangélico, com todos os seus defeitos, tem sim a sua importância dentro do processo legislativo.


A briga entre neopentecostais é saudável para o cristianismo no Brasil?

R: O mundo como um todo vê um crescimento acelerado do Islã, e parece que a cristandade não acordou para isto e ficam brigando entre si. Esta briga entre os neopentecostais tem muito da influência de pessoas a serviço da ideologia esquerdista. O objetivo é justamente desestabilizar a igreja e fragmentar seu poder de mobilização.


A CNBB é um câncer na Igreja Católica?

R: Sim


Aborto: Em caso de estupro, risco para a mãe ou feto anencefálico o aborto deve ser realizado? Por quê?



R: Sei que este ponto é polêmico e discutível. Mas o aborto, na minha opinião, deve ser proibido em todos os casos por um motivo muito simples: com ele, quem sai punido é o mais inocente que perde a chance de sobreviver.




Então, se houver risco para a mãe, você defende que tanto o feto quanto a mulher morram?

R: Absolutamente! Ademais, possibilidade ou risco não é certeza. Assim como a mulher e o bebê podem vir a morrer, eles podem sobreviver também. Defendo que se dê a possibilidade, a chance que a criança sobreviva e não que se condene à morte um inocente. Aliás, a utilização do termo feto é uma estratégia linguística para fazer-nos crer que não há vida neste ser. Defender o aborto é trocar a possibilidade de sobrevivência pela certeza de uma morte.

2 comentários:

  1. Você é homofóbico.
    Quer que a mãe não faça aborto mesmo que corra risco de vida.

    E ainda se diz cristao. AHAM

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  2. Luiza, você é ignorante. Acha que o Cristianismo é o quê? Distribuir sorrisos e colares de flores pra todo mundo, enquanto manda uma banana para os Mandamentos de Deus, ignorando a Vontade do Senhor, Nosso Deus e Pai?

    Cresça e aprenda: discordar da homossexualidade não é homofobia - é OPINIÃO.
    Defender a vida de um inocente, igualmente, é uma OPINIÃO. E bastante respeitável!

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